Michel Foucault e a espiritualidade como prática de liberdade
Resumen
Segundo Michel Foucault, a espiritualidade pode ser definida como o ato de modificar a si mesmo para ter acesso à verdade, contrapondo-se ao conceito moderno de filosofia, no qual o conhecimento consiste em uma análise da estrutura que assegura o acesso à verdade. Ignorada por boa parte da tradição filosófica, resgatar a espiritualidade consiste em colocar o sujeito como ponto central da filosofia. Não um sujeito possuidor de uma natureza humana e uma essência prévias a sua existência cultural, mas um sujeito constituído no meio de práticas sociais e relações de saber e poder, capazes de dar forma e substância à sua subjetividade. Neste contexto, a temática da liberdade se faz imprescindível, na medida em que este sujeito não precisa ser inerte aos modelos sociais existentes em seu contexto histórico, tendo a possibilidade de inventar e reinventar as formatações históricas de sua existência. Sob esta perspectiva, cabe analisar atentamente três conceitos centrais na filosofia do autor: poder, ética e crítica.

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FERMENTARIO - Departamento de Historia y Filosofía de la Educación. Instituto de Educación. Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación. Universidad de la República. Uruguay. ISSN 1688-6151